Desde janeiro de 2023, uma nova modalidade de cobrança de pedágio começou a vigorar: o Free Flow.

O pedágio livre, como também é conhecido, funciona de forma automática e ainda acarreta em algumas transformações nas rodovias.

Nesse artigo, vamos trazer mais informações sobre o pedágio livre e explicar as alterações que ele pode provocar.

O que é o Free Flow?

Free Flow é um termo em inglês que foi traduzido livremente como “fluxo livre” e ele tem esse nome porque sua nova forma de cobrança é mais tecnológica e, portanto, dispensa a necessidade das atuais cancelas em rodovias, o que evita as filas,  libera o tráfego e mantém sua fluidez. 

Como funciona o pedágio free flow?

O Free Flow consiste na substituição das praças de pedágio por um “radar” tecnológico que capta as informações do automóvel a partir de radiofrequência ou por meio do leitor óptico, que identifica os caracteres da placa.

A principal diferença entre os dois modelos é:

Diferença entre identificação dos pedágios no free flow

Dessa forma, quando o veículo passa, os dados são coletados e inseridos no sistema da administradora automaticamente, permitindo que ele continue no tráfego sem precisar parar ou reduzir a velocidade

Imagine que vai funcionar como o sistema “Sem Parar”. Você passará normalmente pelo pedágio, sem precisar parar, e logo depois a conta chegará pra você.

Onde está sendo instalado?

O novo sistema de pedágio começou a funcionar na rodovia BR 101/RJ que liga Ubatuba e Rio de Janeiro por meio da concessionária CCR Rio-SP. 

Porém o Free Flow também já está sendo instalado em outros trechos de forma experimental.

Alguns locais que estão seguindo essa tendência:

São Paulo: A metrópole foi uma das primeiras a implementar o sistema Free Flow no país, especialmente em suas rodovias mais congestionadas.

Rio de Janeiro: Inspirado por São Paulo, o Rio também está gradualmente adotando esse sistema em algumas de suas vias principais.

Porto Alegre: A capital gaúcha está atualmente em fase de testes para introduzir o sistema em suas rodovias.

Belo Horizonte: Há discussões em andamento para a implementação do Free Flow nas estradas que conectam a cidade a outros destinos em Minas Gerais.

A perspectiva é de que o sistema se expanda para outras regiões do Brasil nos próximos anos, contribuindo para uma circulação mais fluida no trânsito e oferecendo aos motoristas uma opção de pagamento mais ágil.

O Free Flow é obrigatório?

Sim e não. Segundo a CCR Rio-SP, que administra o atual trecho em funcionamento, em matéria divulgada pelo Auto Esporte, o free flow funciona parecido com o sistema Sem Parar, por exemplo, mas sem a presença de cancela e a exigência de velocidade mínima.

Sua cobrança, no entanto, pode ser feita de duas formas: por meio da instalação de um dispositivo de radiofrequência ou por meio da leitura óptica, como destacamos mais acima.

Na instalação da tag de radiofrequência, as leituras ocorrerão toda vez que o veículo passar pelo pórtico, mas o condutor receberá apenas uma cobrança por mês com todos os pedágios sinalizados.

Todavia existe uma discussão acontecendo entre os principais órgãos de trânsito do país porque o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) regulamenta que os veículos são obrigados a ter apenas dois sinais de identificação: a placa (dianteira e traseira) e o chassi. Ou seja, a adoção obrigatória da tag de radiofrequência iria contra essa regra.

O presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Trânsito, Danilo Oliveira, concordou — em entrevista ao Uol — que a criação de uma nova identificação veicular fere a determinação do CTB.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ainda deixou claro que o motorista não é obrigado a adotar o sistema Free Flow, reforçando que a adesão de quaisquer dispositivos tecnológicos depende da decisão prévia, expressa e voluntária do condutor.

Para minimizar a polêmica e incentivar os motoristas a instalarem a tag de radiofrequência, a CCR está concedendo 5% de desconto nas cobranças de pedágios caso adotem o dispositivo, mas não explicitou o valor do equipamento nem seu custo de instalação.

A outra forma de cobrança, para quem não optar pelo dispositivo, se dará pelos leitores ópticos do pórtico. Eles vão captar os caracteres das placas e adicionar o valor cobrado no sistema da concessionária. Dessa forma, o condutor deverá entrar no site ou aplicativo da CCR e realizar o pagamento.

Contudo é importante reforçar que se não houver pagamento dos pedágios após 15 dias da sua emissão, o motorista comete uma infração grave e, por isso, precisará pagar uma multa de R$195,23 e ainda terá cinco pontos descontados na CNH. 

Como pagar o pedágio Free Flow?

O pagamento do pedágio free flow geralmente é feito de forma automática, sem a necessidade de parar o veículo. 

Para ser cobrado, os veículos devem ser equipados com um dispositivo de pagamento eletrônico, como um transponder ou etiqueta RFID, o valor é automaticamente deduzido da conta associada ao dispositivo.

Para pagar o pedágio free flow, você geralmente precisa seguir estes passos:

1. Adquira um dispositivo de pagamento eletrônico compatível com o sistema de pedágio da região em que você estará dirigindo. Isso pode ser um transponder, uma etiqueta RFID ou um dispositivo similar, dependendo do sistema local.

2. Registre o dispositivo e associe-o à sua conta bancária, cartão de crédito ou outra forma de pagamento aceita pelo sistema de pedágio.

3. Mantenha o dispositivo instalado no seu veículo e certifique-se de que ele esteja funcionando corretamente.

4. O sistema detecta automaticamente o seu dispositivo de pagamento enquanto você passa pela praça de pedágio, e o valor correspondente será deduzido da sua conta.

Certifique-se de verificar as especificidades do sistema de pedágio na região em que você estará dirigindo, pois os procedimentos podem variar de acordo com o estado ou via.

Pedágio livre: vantagens e desvantagens

O sistema Free Flow ainda é bastante recente e, por isso, apresenta algumas dificuldades em sua adoção, como vimos acima acerca da legislação e custos. 

Porém, ele também traz benefícios que prometem revolucionar o trânsito. Confira a seguir:

Vantagens e desvantagens do free flow

Controle de multas e situação da CNH

Apesar de o sistema Free Flow ainda ser uma realidade em construção, se algum motorista da sua frota passar por algum e não pagar o pedágio em até 15 dias, vai cometer uma infração grave (caso o veículo não tenha a tag de radiofrequência instalada).

Por esse motivo, é importante que você, gestor, fique atento às multas e à situação da CNH de seus condutores. Para facilitar essa administração, utilize nossa planilha de controle de multas.

Com ela, além de observar os detalhes sobre as autuações dos seus condutores, ainda é possível economizar ao quitar as multas antecipadamente.

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